
Comuna Latina.com
Titulares
Opinión
Cultura
Londres
Latinoamérica
Economía
Gente Latina
Europa
Deportes
Mundo
Brasil, Turquia e Irã retomam
negociações sobre programa nuclear
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
Brasília – Um mês e meio depois que o Conselho de Segurança das Nações Unidas impôs uma série de sanções ao Irã, o Brasil e a Turquia voltam a discutir sobre o programa nuclear iraniano.
Diplomatas brasileiros que acompanham o assunto afirmaram à Agência Brasil que o almoço entre os representantes dos três países é uma resposta a um pedido do ministro das Relações Exteriores do Irã, Manuchehr Mottaki. Ao final do encontro, os chanceleres deverão conceder uma entrevista coletiva.
A conversa ocorre no momento em que o Irã é alvo de uma série de medidas restritivas impostas não só pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, como também pelos Estados Unidos, pelo Canadá e também pela União Europeia. As restrições atingem diretamente as áreas comercial e militar do Irã. A iniciativa é uma punição ao governo iraniano por suspeitar que há produção de armas atômicas.
Em 17 de maio, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e o iraniano, Mahmoud Ahmadinejad,
além do primeiro-
Porém, a maior parte da comunidade internacional rejeitou o acordo optando pela adoção de sanções ao Irã. Uma das justificativas é que no mesmo momento em que se negociava o acordo o Irã avisou que enriqueceria o urânio a 90%, o que teoricamente poderia ser aplicado na fabricação de armamentos.
No entanto, o governo Ahmadinejad nega todas as suspeitas. O presidente e assessores informam que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos. Há planos para a utilização de fabricação de medicamentos e geração de energia. Mas os Estados Unidos e parte da comunidade internacional não confiam nestas informações.
Com isso, em 9 de junho, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas com o apoio da maioria dos integrantes aprovou as sanções ao Irã. Apenas o Brasil e a Turquia votaram contrariamente às medidas. O Líbano se absteve. O governo brasileiro lamentou a decisão informando que as restrições não colaboram para a construção do diálogo e só incentivam a tensão no cenário internacional.
Edição: Fernando Fraga